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N.º 198, Maio-Ago. 2018 - Alexandre O'Neill

Por Revista Colóquio/Letras, publicado em 14.5.2018 na secção Notícias

Reúne-se, neste número da revista Colóquio/Letras, um significativo conjunto de artigos sobre alguns grandes escritores do século XX e início deste século.

Alexandre O’Neill é celebrado num dossiê onde, além de estudos que apresentam a sua obra em aspetos diversos, são revelados cartas e poemas inéditos da juventude, de grande importância para o conhecimento desse período de formação.

Tendo como interlocutores dois amigos, Luiz Pedreira e o físico António Manuel Baptista, as cartas são dadas a conhecer pela biógrafa de O’Neill, Maria Antónia Oliveira, e cedidas por Cristina Ovídio, filha do cientista, também ele humanista com obra publicada.

O grande amigo do autor de Feira Cabisbaixa, Antonio Tabucchi, a quem a Fundação Calouste Gulbenkian dedicou um colóquio em abril passado, tem aqui lugar de destaque com um ensaio sobre Requiem e o desafio que foi ter escrito em português esse belo romance em busca de um Pessoa perdido.

Dos muitos outros artigos e notas, e porque se celebra este ano o 20.º aniversário do Nobel atribuído a José Saramago, é de referir o extenso estudo de Diogo Sardinha que parte da Jangada de Pedra para refletir sobre a Ibéria, a Europa e o mito imperial. A juntar a este texto de ampla perspetiva cultural e filosófica temos um diálogo entre Edgar Morin e Eduardo Lourenço, em torno de Eros e Thanatos e do papel da arte no mundo contemporâneo.

Também Óscar Lopes, de quem se evocaram em 2017 os 100 anos do nascimento, comemorados com a edição pela Câmara Municipal de Matosinhos de uma excelente fotobiografia, Retrato de Rosto, é lembrado num artigo a propósito do seu diálogo (talvez) difícil com Vergílio Ferreira.

Será um novo número de Colóquio/Letras para guardar, quer pela novidade das informações, quer pela atenção ao que é, de facto, fundamental na nossa literatura e faz dela um mundo a ter cada vez mais em conta para sairmos daquilo a que, num contexto bem diverso do livro de Tabucchi com esse nome, podíamos chamar “pequenos equívocos sem importância”.

A capa e os separadores são da autoria de Mimi Tavares.


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