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HISTÓRIA

Luís Amaro (1923)

Secretário da Redacção (1971-1986)
Director-Adjunto (1986-1989)
Consultor Editorial (1989-1996)

Luís Amaro, que é a discrição em pessoa, aceitou redigir para este site o texto que a seguir se apresenta e que constitui provavelmente o mais extenso e detalhado depoimento que alguma vez prestou sobre a sua vida e obra, singulares e quase prodigiosas construções de um autodidacta. Resta acrescentar que ao seu trabalho na Colóquio/Letras se deve o alto padrão editorial da revista, tanto do ponto de vista tipográfico quanto bibliográfico e que, para além da marca que imprimiu a todos os números da publicação enquanto nela trabalhou, assinou a edição de cartas de Afonso Lopes Vieira (n.º 5), Ribeiro Couto (n.º 9), José Régio (n.º 38), Manuel Mendes (n.º 94), David Mourão-Ferreira (n.º 145/6), e, em colaboração, cartas de M. Teixeira-Gomes (n.º 14) e Mário Beirão (n.º132/3); apresentou inéditos de José Régio (n.º 102), Mário de Sá-Carneiro; assinou, em colaboração, artigos sobre Álvaro Bordalo (n.º 93), António Botto (n.º 113/4) e Mário Beirão (n.º 117/8); ainda em colaboração, recenseou publicações nos n.ºs 117/8 e 131.

A Colóquio/Letras homenageou-o no n.º 108, de Março de 1989, e um grupo de amigos promoveu, em 2005, a edição do livro Para lá da Névoa, com depoimentos que testemunham do seu extraordinário percurso enquanto homem e intelectual.  

Biobibliografia

1935 (Ano da morte de F. P.! Em Novembro…) — Em Aljustrel, empregado no cartório do escritor, poeta, notário e advogado luso-goês Adeodato Barreto, onde só aprendi a escrever à máquina.

(7 de Novembro e anos seguintes) — Estreio-me, aos 12 anos e meio, com uma crónica, «Alentejo», no semanário bejense Ala Esquerda, p. 2 (secção «Lugar dos Novos»). Assinava F. Luís Amaro, nas minhas colaborações neste jornal e n’O Distrito de Beja, 11-4-1936, p. 3 («Cantinho dos Pequeninos. — João de Deus»); O Arraiolense, de Arraiolos, 27-5-1937 («Um poeta alentejano [aljustrelense] — Santos Luz»); Brados do Alentejo, de Estremoz, 20-2-1938, p. 7 («António de Macedo Papança — Conde de Monsaraz»); Ecos de Sintra, 17-9-1938 («Apontamentos — Florbela Espanca», transcrito na Democracia do Sul, Évora, n.º 6428, Set. ou Out. de 1939); Jornal de Elvas («Uma alentejana notável [Florbela]», 25-12-1938); o mesmo artigo em Brados do Alentejo, 29-1-1939, p. 21; Brados do Alentejo («Apontamentos sobre Educação», em fundo!, 5-3-1939; «Poetas alentejanos», notas biobibliográficas em Brados do Alentejo, 27-7-39 e segs.; poemas, muito mauzinhos!, em A Ideia Livre, Anadia (aonde eu fui parar!), Janeiro de 1939, 4-11-1939, sob o pseudónimo Saul Abrantes, etc., etc.! Assídua colaboração nos Ecos do Sul de Vila Real de St.º António…

— Aos 12 anos, tento libertar-me do meio em que vivia, e escrevo a Julieta Quintinha (Lisboa); Altinino Gonçalves, do jornal Fogo!, Lisboa (27-3-1936, «Reflexões sobre um gesto infantil», artigo sobre a minha carta); Henrique Zarco [H. Z.], O Distrito de Beja, 14-12-1935, p. 1 («Às portas de Mértola. A vida do jornalista»): sobre uma carta minha…

— Ida para Beja, talvez em Março de 1936, com 13 anos incompletos. — Estágio gratuito no Diário do Alentejo, etc., e como assalariado, na Biblioteca Municipal, então ainda instalada, a par do Museu Regional, no ex-Convento da Conceição. Conheço, aí, de passagem, o poeta bejense Mário Beirão, o romancista Manuel Ribeiro (de grande nomeada na época), Julião Quintinha, colaborador quase diário do Diário do Alentejo (era profissional do jornalismo). 

1939 — Em finais do ano, o Dr. Marques Crespo, prestigioso médico em Estremoz e director de Brados do Alentejo, convida-me a ir secretariar a redacção do seu jornal. Parto, então, de Beja para Estremoz, onde vivo até finais de Agosto de 1941. 

1940 (c/ 17 anos) — «Notas simples sobre Alberto de Serpa» [A vida é o dia de hoje, poemas, com desenhos de Julio], in A Mocidade, n.º 330, Ponte de Sor, 18 de Agosto 1940, p. 5. 

1941 (Setembro) — Graças ao Professor Agostinho da Silva, que pessoalmente não conhecia mas de cujos cadernos culturais Iniciação e Antologia era assinante, consigo arranjar emprego em Lisboa!: na Livraria Portugália, de antigas tradições e que dois caixeiros-livreiros da Bertrand — Pedro de Andrade e Raul Dias — haviam tomado de trespasse em 1937 (ver, de Vitorino Nemésio, «Carta a dois novos livreiros», Diário de Lisboa, 3-2-1938).

— Meses antes, em 5 de Maio, fora inaugurada a Livraria Portugal, mais ampla e moderna, mesmo em frente da casa-mãe, e propriedade de Dias & Andrade (pouco depois, também associados ao ex-colega, na Bertrand, Henrique Pinto, mais novo, e que seria o principal obreiro da casa, pelo seu dinamismo e energia; sócios-capitalistas: uma senhora D. Helena [?] e um senhor Jales [da Misericórdia de Lisboa] — este, que «tertuliava» na Portugal, sósia de Unamuno, segundo Mário Beirão, que conhecera, no Porto, o grande espanhol…).

— Para não me repetir, «remeto o leitor amigo» (nariz-de-cera…) para as p. 26-31 (ou 17-30…) da entrevista que Ernesto Rodrigues me fez para o Actual/Expresso e que veio, afinal, no livrinho editado sem meu conhecimento prévio, Para lá da Névoa

1942 (Setembro) — Fundação da Portugália Editora, literariamente dirigida, ou orientada, por João Gaspar Simões e financiada por Agostinho Fernandes, grande industrial de conservas e coleccionador, que, em 1958, falecido Raul Dias, e adquirida, por Fernandes, a cota de Pedro de Andrade, seria o único dono da Portugália Editora, instalada na Av. Da Liberdade, 13-3.º Dt.º e na qual o mesmo Agostinho Fernandes se mantivera ausente até meados de 50, absorvido por negócios mais lucrativos (as conservas, uma fonte que lentamente secava). 

1943 — Entrevista de Luís Amaro com Manuel da Fonseca, no Primeiro de Janeiro, na página (orientada por Jaime Brasil) «Das Artes, das Letras, secção: «Ao canto da livraria. Cinco minutos com Manuel da Fonseca» — 1-9-1943. 

1944 — Revisão textual, com o Autor, de: Ribeiro Couto, Dia Longo — Poesias Escolhidas, volume de 383 páginas, na capa desenho de Cícero Dias. (O Poeta e o Pintor viviam, então, em Lisboa. A edição, na Portugália Editora de que eu era, desde Setembro de 1942 — o início da casa! —, o primeiro empregado — cronologicamente —, trouxe-me a amizade do grande Poeta, muito admirado na época e a quem Casais Monteiro consagrara um estudo, editado pela Presença. Ribeiro Couto era, também, um dos meus poetas.) — Transcrevo a dedicatória de R. Couto no livrinho Para lá da Névoa, p. 30. 

1945 — Relacionamento com Sebastião da Gama, que, em edição de autor, mas com a chancela da Portugália, se estreia com o volume Serra-Mãi (de notar a grafia Mãi, então ainda com i). Transcrevo a dedicatória na p. 31 do livrinho referido acima, bem reveladora da amizade entre os dois poetas (eu, aprendiz). 

1946 — Relacionamento, na Livraria Portugália — um centro literário! —, onde, alternando com a Portugália Editora, diariamente trabalhava ou estacionava, com David Mourão-Ferreira, então muito jovem aluno universitário, apresentado por Sebastião da Gama. 

1948 — Em meados do ano, adoeço de tuberculose pulmonar, e volto ao lar, onde, convalescente, me demoro até começos do ano seguinte; idas semanais, na camioneta, a Beja, para tratamento — pneumotórax. 

1949 —  Na primeira quinzena de Janeiro, regresso a Lisboa, ao emprego que nunca me faltou, embora de magros honorários (e bem magrinho era eu): mas creio, à distância de tantos anos, que sempre me mantiveram o ordenado (ou que raramente ele me faltou, assim como na crise de 1954 — uma recidiva da tuberculose pulmonar, agora definitivamente extirpada, em casa dos futuros sogros de João Rui de Sousa, na Rua Pascoal de Melo, com a estreptomicina salvadora).

— Edição da minha estreia em livro: Dádiva, poemas, capa de Manuel Ribeiro de Pavia, com a chancela da Portugália, na tiragem de 200 exemplares; a tipografia, Gráfica Santelmo, de que era proprietário Adelino Santos, ofereceu-me a composição e a impressão. E papel, mas paguei a impressão da capa noutra casa. — De notar que a Gráfica Santelmo era a tipografia que mais trabalhava para a Portugália, nessa época. — Fui particularmente incentivado por Raul de Carvalho e Sebastião da Gama, além de João Pedro de Andrade, com quem, ainda em Estremoz (1941, ou 40?), estabelecera relação epistolar e que considero o meu primeiro mestre literário — embora, depois, admirasse fervorosamente João Gaspar Simões, cujas críticas semanais, no Diário de Lisboa, todos líamos com avidez. 

1949 — Relacionamento com Vergílio Ferreira, que, em edição de autor mas com chancela da Portugália, publica o romance Mudança, em 1-12-1949. 

1951/53 — Árvore — folhas de poesia, com António Luís Moita, António Ramos Rosa, José Terra e Raul de Carvalho (este o «pai e padrinho» da revista). Correspondência assídua com Egito Gonçalves, que no 4.º e último número substituíra António Luís Moita, dissidente amigável. 

1954 — Relacionamento — fundamental — com José Régio, cuja primeira carta (aliás um postal, como era uso na época) data de 15-4-1943, tinha eu 20 anos incompletos. Conheci o poeta, em Lisboa, na Portugália Editora onde, por meu intermédio, ele passaria a editar ou reeditar os seus livros, embora já em 43, convidado por João Gaspar Simões, publicasse lá a antologia Líricas Portuguesas — 1.ª série (que lhe trouxe um desaguisado com o velho amigo: este aguardava de Régio um estudo a abrir a antologia, não um prefácio só. O editor Raul Dias também ficou zangado — sem razão). 

1957 — Começo das Obras Completas de M. Teixeira-Gomes, editadas pelo sócio-capitalista da Portugália, Agostinho Fernandes, em cuja iniciativa colaborei dedicadamente: de Cartas a Columbano (Nov. 1957) a Novelas Eróticas (Março 1961), 11 volumes que revi textualmente (com perfeição? Impossível! Em todo caso…). — Os volumes 12 e 13 já não foram revistos por mim, e valeram alguns reparos a Jorge de Sena, em carta que me escreveu, supondo-os de minha responsabilidade…

— Revisão textual, com o Autor, de: Mário Beirão, Mar de Cristo — Poema (mas, sim, Poemas), em Janeiro de 1957. Trabalho que estreitou a minha amizade com o grande Poeta (que, é preciso dizê-lo?, F. Pessoa estimou e admirou na juventude de ambos. Há, disso, esclarecedoras cartas de Pessoa, e opiniões de Mário de Sá-Carneiro). 

1958 (Novembro) — Revisão textual, com Jorge de Sena, autor, de: Líricas Portuguesas — 3.ª série (antologia que deu brado. Agradecimento do Autor, na p. 504). 

1969 (Maio) e 1970 (Março) — Revisão textual e iniciativa da edição de: Adolfo Casais Monteiro, Poesias Completas (1929-69), na colecção Poetas de Hoje, da Portugália.

— Colaboro assiduamente na página literária do Diário de Notícias, dirigida por Natércia Freire, a quem fiquei devendo atenções inesquecíveis. — Nessa página, além de poemas, já de anos anteriores, publico: «Uma página desconhecida de Fernando Pessoa» [sobre a estreia juvenil de Cabral do Nascimento], em 5-3-1970 e, rectificada, 12-3-1970.

— Na Portugália Editora, literariamente orientada por Augusto da Costa Dias — após a morte de Raul Dias e a fugaz passagem de Jorge de Sena —, mas já numa fase em que interviera o portuense J. da Cruz Santos, Jacinto do Prado Coelho publica, na casa, A Letra e o Leitor, na colecção Problemas, em Maio de 1969. Se Jacinto do Prado Coelho se encontrou com Augusto da Costa Dias na Portugália Editora., não posso agora precisar, mas fora este o criador da colecção Problemas; Joaquim Soares da Costa, portuense também, era então o gerente da casa (fundaria, mais tarde, uma editora própria — as Edições 70).

— Após vinte e cinco anos e meio na(s) Portugália(s), deixo a casa que vira fundar, e fico na expectativa de colocação na Fundação Gulbenkian (revista Colóquio), graças à amizade estabelecida com o Professor Jacinto do Prado Coelho, cujo livro A Letra e o Leitor revi, com o Autor.

— Em Dezembro de 1969, morre José Régio, e vou, com minha mulher e colega, a Vila do Conde, participar no velório e funeral, representando igualmente a casa editora. 

1970 — «Duas cartas inéditas de Mário de Sá-Carneiro para Alfredo Guisado», em 23-4-1970; «Página quase de memórias, com três cartas de um poeta esquecido: Alfredo Pimenta» [evocação da Livraria Portugália dos anos 40], em 30-7-1970; «José Régio — a Obra e o Homem», compilação de «fortuna crítica», em 14-5-1970 e 25(28?)-5-1970; Antologia não-cronológica de «Poesia Portuguesa e Brasileira», em 30-4-1970 e seguintes: 1-Guerra Junqueiro; 2-Castro Alves; 3-Gomes Leal; […], Antero de Quental; João de Deus; […], Fernanda de Castro; […], António Botto; Armindo Rodrigues; Alfredo Pimenta; Afonso Duarte; Jaime Cortesão…

— Revisão textual, com Alberto de Serpa, do livro póstumo de José Régio Música Ligeira, Portugália, 1970.

— Ingresso, como empregado eventual, na Fundação Gulbenkian (Revista Colóquio, ainda, em Julho de 1970). 

1971 (Março) —A data mais importante! Os meus directores, Hernâni Cidade e Jacinto do Prado Coelho, nomearam-me secretário da redacção da nova Colóquio, Colóquio/Letras

1975 —  Edição de Diário Íntimo (Dádiva e outros poemas), Lisboa, Iniciativas Editoriais. 

1976 — Revisão textual (sem o Autor, ausente em Moçambique), e «Esboço de bibliografia de José Régio», in: Eugénio Lisboa, José Régio. A Obra e o Homem, ed. da Arcádia; 2.ª ed., com o Autor, Publicações Dom Quixote, 1986. 

1977 — A convite de David Mourão-Ferreira, secretário de Estado da Cultura, «Subsídios para uma bibliografia do movimento presencista», in presença — publicação comemorativa do cinquentenário da fundação da «presença», p. 53-74. 

1982 — A convite de José-Augusto França, «Livros, Revistas e Jornais» da década de 40, in: Arte Portuguesa — Anos Quarenta, Fundação Calouste Gulbenkian, vol. 1, p. 154-162. 

1982-3 — Revisão textual, com o Autor, de Jacinto do Prado Coelho, Introdução ao Estudo da Novela Camiliana, 2.ª ed., Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1.º e 2.º vols., 1982-83. 

1984 — «Esboço de Bibliografia [Activa] de Jacinto do Prado Coelho», in Afecto às Letras. Homenagem da Literatura Portuguesa Contemporânea a Jacinto do Prado Coelho, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, p. 673-707.

— Colaboração na «Bibliografia» [de Adolfo Casais Monteiro], in: Nádia Battella Gotlib, O Estrangeiro Definitivo. Poesia e crítica em Adolfo Casais Monteiro, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1985. Agradecimento na p. 10, e nota na p. 348. 

1986 — «Resumo bibliográfico de 50 Anos de Literatura Portuguesa (1936-1986)», in ICALP — Revista, Institutode Cultura e Língua Portuguesa, n.º 6, Ago.-Set. 1986, p. 108-123. 

1990 — Revisão textual dos II e III vols. do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, coordenação de Eugénio Lisboa, edição do Instituto do Livro e da Leitura e do Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro/Publicações Europa-América, 1990 e 1994. 

1993 — Revisão textual de: Anrique Paço d’Arcos, Poesias Completas, Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Com estudo crítico de António Cândido Franco.

— Colaboração na «fortuna crítica» do Autor.

— Revisão textual de: Adolfo Casais Monteiro, 2.ª ed., Introdução de João Rui de Sousa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Com «fortuna crítica» do Autor.

— De colaboração com F. J. Vieira Pimentel, «Para uma bibliografia da presença», in: presença, ed. fac-similada, t. III, Lisboa, Contexto, 1993. 

1994-1997 — «Breve antologia de Poesia Social do Alentejo», com reprodução de gravuras de Manuel Ribeiro de Pavia (e uma de Almada), in Serpa Informação. Boletim da Câmara Municipal de Serpa, n.os I a XIII, 1994 a 97.

— Revisão textual de: José Régio, Crítica e Ensaio/1 e 2, Círculo de Leitores; apêndice bibliográfico no 2.º vol. — 1994.

— Revisão textual e Notas [com António Ventura], José Régio, Correspondência, Círculo de Leitores, 1994.

— Revisão textual com José Alberto Reis Pereira, de: José Régio, Páginas do Diário Íntimo, Introdução de Eugénio Lisboa, Notas de José Alberto Reis Pereira, Círculo de Leitores, 1994.

— Revisão textual, e colaboração editorial, com Pedro da Silveira, em: Sílvio Rebelo, Poesias, organização de Pedro da Silveira e Jaime Celestino da Costa, Lisboa, 1991 (edição póstuma da filha do Autor). 

1995 — Revisão textual, apresentação e bibliografia do opúsculo: Ramalho Ortigão, O Conde de Ficalho. Retrato Íntimo, Serpa, Câmara Municipal de Serpa, 1995. (Apêndice de A. Campos Matos: «Eça de Queirós em Serpa») — Edição de minha iniciativa. 

1996 — Revisão textual de: Jacinto do Prado Coelho, A Letra e o Leitor, 3.ª ed., Porto, Lello & Irmão, 1996.

— Revisão textual de: Mário Beirão, Poesias Completas, edição organizada por António Cândido Franco e Luís Amaro, e prefácio por José Carlos Seabra Pereira, Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Com minha organização do Apêndice (Dispersos e inéditos em verso e prosa. Marginália crítica e biográfica).

       — Ed. de minha inciativa, com a colaboração de A. C. Franco. 

1997 — Bibliografia Activa de David Mourão-Ferreira, seguida de Uma Carta Inédita, Colóquio/Letras, n.º 145/6, Jul.-Dez. 1997. 

1999 — Organização, revisão e fixação do texto, em colaboração com A. Cândido Franco, de: Jacinto do Prado Coelho, 2.ª ed. de A Poesia de Teixeira de Pascoaes e outros escritos pascoaesianos e A Educação do Sentimento Poético, Porto, Lello, 1999.

António Botto — 1897-1959 — Catálogo comemorativo do centenário. Com, da minha parte, Brevíssima Antologia de António Botto. — António Botto por Jorge de Sena — Nota de abertura, e «Alguns testemunhos de contemporâneos» [fortuna crítica], Biblioteca Nacional, 1999.

— «Agostinho Fernandes, as Portugálias», ou «Memórias do ‘alentejano bisonho’ de Armindo Rodrigues, com fragmento epistolar inédito de Jorge de Sena», in: Agostinho Fernandes — Um Industrial Inovador, Um Coleccionador de Arte, Um Homem de Cultura, Lisboa, Portugália Editora Internacional, 2000. Fotobiografia, coordenação de José da Cruz Santos. 

2000 — Revisão textual de: José Régio, Contos e Novelas, Obra Completa, Introdução de Eugénio Lisboa , Imprensa Naciona-Casa da Moeda, 2000. 

2001 — Revisão textual de: José Régio, Confissão dum Homem Religioso, 3.ª ed., Obra Completa, Prefácio de António Braz Teixeira, Introdução de Orlando Taipa , Imprensa Naciona-Casa da Moeda, 2001.

— Revisão textual de: José Régio, O Príncipe com Orelhas de Burro, 10.ª ed., Obra Completa, Introdução de Eugénio Lisboa, Imprensa Naciona-Casa da Moeda, 2001.

— Revisão textual de: José Régio, Poesia I e II, Obra Completa, Introdução de José Augusto Seabra , Imprensa Naciona-Casa da Moeda, 2001. 

2002 — Revisão textual de: José Régio, Poemas de Deus e do Diabo, 12.ª ed., Vila Nova de Famalicão Ed. Quasi, 2002.

2003 — João Gaspar Simões — 1903-1987. No Catálogo Comemorativo do Centenário, na Biblioteca Nacional, «Esboço de uma bibliografia crítica, com presença dentro», Biblioteca Nacional, 2003. 

2006 — 2.ª ed. de Diário Íntimo (Dádiva e outros poemas), ed. & etc.


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